sexta-feira, 22 de março de 2013

Museu Joaquim Caetano da Silva - Peças do Acervo Arqueológico.




Fotos/informações: Professor/Historiador José Farias
Museu Joaquim Caetano da Silva.

CALÇOENE
URNA FUNERÁRIA COM APLIQUES ZOOMORFOS
Procedência: Rio Vila Nova – Cunani - Calçoene
Altura: 27,8 cm.
Espessura da Borda: 1,0 cm
Diâmetro Elíptico: 41,5 x 33,0 cm.
Diâmetro de Bojo extremo : 61,0 cm.
Diâmetro de Base : 36,0 x 12,0 cm.
Peso : 8,0 kg
Fase : Aristé séc. XVI a XVII

 URNA FUNERÁRIA
Procedência: Calçoene
Altura: 32,0 cm.
Espessura da Borda: 1,0 cm
Diâmetro : 28,4 cm.
Diâmetro de Bojo 58,0 cm.
Diâmetro de Base : 20,0 cm.
Peso : 12,0 kg
Fase : Aristé séc. XVI a XVII
VASILHAME 
Procedência: Rio Caciporé - Vila Velha - Calçoene
Altura: 19,0 cm.
Espessura da Borda: 0,5 cm
Diâmetro : 12,0 cm.
Diâmetro de Bojo 25,0 cm.
Diâmetro de Base : 0,0 cm.
Peso : 1,0 kg
Fase : Aristé séc. XVI a XVII
CURIAÚ
URNA FUNERÁRIA
Procedência: Curiaú
Altura: 31,0 cm.
Espessura da Borda: 1,0 cm
Diâmetro: 23,0 cm.
Diâmetro de Bojo: 30,0 cm.
Diâmetro de Base : 12 ,0 cm.
Peso : 3,0 kg
Fase : Aristé séc. XVI a XVII
MAZAGÃO  
URNA FUNERÁRIA
Procedência: Camaipí - Mazagão
Altura: 60,5 cm.
Espessura da Borda: 1,5 cm
Diâmetro : 48,0 cm.
Diâmetro de Bojo 70,0 cm.
Diâmetro de Base : 20,0 cm.
Peso : 26,0 kg
Fase : Aristé séc. XVI a XVII
URNA FUNERÁRIA ANTROPOMORFA
Procedência: Maracá - mazagão
Altura: 65,0 cm.
Espessura da Borda: 0,8 cm
Diâmetro : 22,0 cm.
Diâmetro de Bojo (extremo) : 43,0 x 34,5 cm.
Diâmetro de Base : 43,0 x 34,5 cm.
Peso : 13 kg
Fase : Maracá séc. XIII a XVI

OIAPOQUE
URNA FUNERÁRIA COM INCISÕES
Procedência: Vila Velha – Caciporé - Oiapoque
Altura: 27,0 cm.
Espessura da Borda: 1,0 cm
Diâmetro : 42,0 cm.
Diâmetro de Bojo : 42,0 cm.
Diâmetro de Base : 0,0 cm.
Peso : 6 kg
Fase : Aristé séc. XVI a XVII
URNA FUNERÁRIA
Procedência: Rio Caciporé – Vila Velha - Oiapoque
Altura: 39,0 cm.
Espessura da Borda: 1,1 cm
Diâmetro : 20,5 cm.
Diâmetro de Bojo: 38,5 cm.
Diâmetro de Base : 0,0 cm.
Peso : 9,5 kg
Fase : Aristé séc. XVI a XVII
  VASO
Procedência: Rio Caciporé – Vila Velha - Oiapoque
Altura: 10,0 cm.
Espessura da Borda: 0,8 cm
Diâmetro : 14,0 cm.
Diâmetro de Bojo: 18,0 cm.
Diâmetro de Base : 0,0 cm.
Fase : Aristé séc. XVI a XVII
BILHA
Procedência: Rio Caciporé – Vila Velha - Oiapoque
Altura: 31,0 cm.
Espessura da Borda: 1,2 cm
Diâmetro : 10,0 cm.
Diâmetro de Bojo: 28,5 cm.
Diâmetro de Base : 0,0 cm.
Peso : 2,5 kg
Fase : Aristé séc. XVI a XVII
PACOVAL
BANDEJA COM APLIQUES ZOOMORFOS
Procedência: Bairro Pacoval
Altura: 13 cm.
Espessura da Borda: 3,5 cm.
Diâmetro: 48,0 cm.
Diâmetro de Bojo: 48,0 cm.
Diâmetro de Base : xx
Peso : 2,80 kg
Fase : Aristé séc. XVI a XVII
ALGUIDAR  
Procedência: Bairro Pacoval
Altura: 13 cm.
Espessura da Borda: 1,0 cm.
Diâmetro: 37,0 cm.
Diâmetro de Bojo: 37,0 cm.
Diâmetro de Base : 14,0 cm.
Peso : 1,5 kg
Fase : Aristé séc. XVI a XVII
URNA COM APLIQUES ANTROPOMORFOS
Procedência: Bairro Pacoval
Altura: 48,0 cm.
Espessura da Borda: 0,8 mm
Diâmetro: 25,0 cm.
Diâmetro de Bojo: 25,0 cm.
Diâmetro de Base : 16,5 cm.
Peso : 6,0 kg
Fase : Aristé séc. XVI a XVII
URNA COM APLIQUES ANTROPOMORFOS
Procedência: Bairro Pacoval
Altura: 41,0 cm.
Espessura da Borda: 1,0 cm
Diâmetro : 33,5 cm.
Diâmetro de Bojo: 33,5 cm.
Diâmetro de Base : 10,0 cm.
Peso : 4,0 kg
Fase : Aristé séc. XVI a XVII
RECIPIENTES
RECIPIENTE 1 ( da esquerda para a direita )
Procedência: Bairro Pacoval – Macapá – Ap.
Altura: 11,0 cm.
Espessura da Borda: 0,5 cm
Diâmetro: 12,5 cm.
Diâmetro de Bojo: 14,0 cm.
Diâmetro de Base : 6,0 cm.
Peso : 150 g
Fase : Aristé séc. XVI a XVII

RECIPIENTE 2
Procedência: Bairro Pacoval – Macapá – Ap.
Altura: 11,5 cm.
Espessura da Borda: 1,0 cm
Diâmetro: 14,5 cm.
Diâmetro de Bojo: 15,0 cm.
Diâmetro de Base : 7,0 cm.
Peso : 200 g
Fase : Aristé séc. XVI a XVII
PRATO
Procedência: Bairro do Pacoval
Altura: 7,5 cm.
Espessura da Borda: 1,0 cm
Diâmetro: 29,0 cm.
Diâmetro de Bojo: 29,0 cm.
Diâmetro de Base : 6,0 cm.
Peso : 300,0 g
Fase : Aristé séc. XVI a XVII
TAMPA DE URNA FUNERÁRIA ANTROPOMORFA
Procedência: Bairro do Pacoval
Altura: 14,5 cm.
Espessura da Borda: 0,5 mm
Diâmetro: 19,0 cm.
Diâmetro de Bojo: 19,0 cm.
Diâmetro de Base : xx.
Peso : 300,0 g
Fase : Aristé séc. XVI a XVII
URNA FUNERÁRIA ANTROPOMORFA COM GRAFISMO
Procedência: Bairro do Pacoval
Altura: 52,0 cm.
Espessura da Borda: 1,0 mm
Diâmetro: 16,5 cm.
Diâmetro de Bojo: 33,0 cm.
Diâmetro de Base : xx.
Peso : 8,0 g
Fase : Aristé séc. XVI a XVII
 URNA FUNERÁRIA COM GRAFISMO
Procedência: Bairro do Pacoval
Altura: 31,0 cm.
Espessura da Borda: 1,2 cm
Diâmetro: 29,5 cm.
Diâmetro de Bojo: 43,0 cm.
Diâmetro de Base : 10 ,0 cm.
Peso : 6,0 kg
Fase : Aristé séc. XVI a XVII
ALGUIDAR  



Procedência: Bairro Pacoval
Altura: 19,0 cm.
Espessura da Borda: 0,8 cm
Diâmetro : 41,5 cm.
Diâmetro de Bojo : 41,5 cm.
Diâmetro de Base :15,0 cm.
Peso : 3 kg
Fase : Aristé séc. XVI a XVII
URNA FUNERÁRIA
Procedência: Bairro Pacoval
Altura: 41,0 cm.
Espessura da Borda: 1,0 cm
Diâmetro : 24,0 cm.
Diâmetro de Bojo: 45,0 cm.
Diâmetro de Base : 20,0 cm.
Peso : 9,5 kg
Fase : Aristé séc. XVI a XVII
PORTO GRANDE
URNA ANTROPOMORFA FEMININA
Procedência: Cupixi – Porto Grande
Altura: 48,5 cm.
Espessura da Borda: 1,0 cm
Diâmetro : 18,0 cm.
Diâmetro de extremo : 26,0 x 43,0 cm.
Diâmetro de Base : 26,0 x 43,0 cm.
Peso : 6,0 kg
Fase : Mazagão séc. XIII a XVI
URNA ANTROPOMORFA MASCULINA
Procedência: Cupixi – Porto Grande
Altura: 62,0 cm.
Espessura da Borda: 1,0 cm
Diâmetro : 18,0 cm.
Diâmetro de extremo : 44,0 x 30,0 cm.
Diâmetro de Base : 44,0 x 30,0 cm.
Peso : 11,0 kg
Fase : Mazagão séc. XIII a XVI
VASO COM APLIQUES ANTROPOMORFO
Procedência: Cupixi – Porto Grande
Altura: 19,5 cm.
Espessura da Borda: 0,5 cm
Diâmetro : 14,0 cm.
Diâmetro de Bojo : 19,0 cm.
Diâmetro de Base :13,0 cm.
Peso : 500 g
Fase : Mazagão séc. XIII a XVI
SANTA LUZIA DO PACUÍ
URNA FUNERÁRIA COM INCISÕES
Procedência: Santa Luzia do Pacuí
Altura: 56,0 cm.
Espessura da Borda: 0,85 cm
Diâmetro: 21,0 cm.
Diâmetro de Bojo: 51,0 cm.
Diâmetro de Base : 15,0 cm.
Peso : 13,5 kg
Fase : Aristé séc. XVI a XVII
SANTO ANTÔNIO DA PEDREIRA
URNA FUNERÁRIA
Procedência: Santo Antonio da Pedreira
Altura: 43,0 cm.
Espessura da Borda: 1,05 cm Diâmetro: 25,0 cm.
Diâmetro de Bojo: 35,0 cm.
Diâmetro de Base : 16,0 cm.
Peso : 10,0 kg
Fase : Aristé séc. XVI a XVII
VASO e RECIPIENTE COM GRAFISMO
Procedência: Santo Antonio da Pedreira
Altura: 5,0 cm.
Espessura da Borda: 0,5 cm
Diâmetro: 16,0 cm.
Diâmetro de Bojo: 16,0 cm.
Diâmetro de Base : 6,0 cm.
Peso : 150,0 g
Fase : Aristé séc. XVI a XVII

Procedência: Santo Antonio da Pedreira
Altura: 18,0 cm
Espessura da Borda : 0,05 cm
Diâmetro : 10,0 cm
Diâmetro de Bojo: 18,5 cm
Diâmetro de Base: 8,0 cm
Peso: 400 g
Fase : Aristé séc. XVI a XVII
URNA FUNERÁRIA
Procedência: Santo Antonio da Pedreira
Altura: 51,0 cm.
Espessura da Borda: 0,8 cm
Diâmetro: 21,0 cm.
Diâmetro de Bojo: 33,0 cm.
Diâmetro de Base : 16 ,0 cm.
Peso : 10,0 kg
Fase : Aristé séc. XVI a XVII
TARTARUGALZINHO
URNA FUNERÁRIA ANTROPOZOOMORFA

Procedência: Itaubal - Tartarugalzinho
Altura: 22,5 cm.
Espessura da Borda: 1,5 cm
Diâmetro : 11,0 cm.
Diâmetro de Bojo (extremo): 34,0 cm.
Diâmetro de Base : 0,0 cm.
Peso : 1,0 kg
Fase : Aristé séc. XVI a XVII
URNA FUNERÁRIA C/APLIQUES ZOOMORFOS
Procedência: Itaubal - Tartarugalzinho
Altura: 21,5 cm.
Espessura da Borda: 1,0 cm
Diâmetro elípse : 18,0 x 21,0 cm.
Diâmetro de Bojo (extremo) : 45,0 cm.
Diâmetro de Base :15,0 cm.
Fase : Aristé séc. XVI a XVII
UNIFAP
URNA FUNERÁRIA COM INCISÕES
Procedência: Campo de futebol prox. Unifap
Altura: 36,0 cm.
Espessura da Borda: 2,0 cm
Diâmetro: 19,0 cm.
Diâmetro de Bojo: 41,5 cm.
Diâmetro de Base : 15 ,0 cm.
Peso : 9,0 kg
Fase : Aristé séc. XVI a XVII

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Fotografia do mês de janeiro.

Uma fria manhã.

Prainha.


Foto: Flávia Pennafort
Balneário da "Prainha" (Calçoene-AP)

Dos muitos braços que dão forma a bacia do Rio Calçoene a cabeceira que dá feitio ao balneário da "Prainha" é um dos mais aprazíveis.
Localizado a cinco quilômetros do município de Calçoene pela BR 156, o balneário aflora em meio a floresta tropical. Suas águas mornas, solo arenoso, rochas de diversos tamanhos e uma avifauna de grande diversidade fazem desse trecho um local ideal para o lazer familiar.
Dependendo do período de chuvas, pouco ou muito intensas, o local se transforma ou em uma piscina de pouca profundidade ou em um rio de águas mansas com pequenas ilhas rochosas.
A vegetação de floresta densa garante sombra e armadores para redes.
Enfim, toda época é época de "Prainha".

Rochas de Carnot.

Foto: Flávia Pennafort.
Rochas de Carnot.
Essas grandes estruturas monolíticas estão assentadas nas colinas arredores da comunidade de Carnot, no município de Calçoene.
Os efeitos intempéricos que as rochas sofreram através do tempo atiçam a imaginação de quem as observa. As rochas exibem fendas de diversos tamanhos e formatos. Algumas pontas salientes dessas fendas chegam a assemelhar o perfil da face humana. É a perfeição com que a natureza molda suas obras através do tempo geológico.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Boas Festas!

O fim do ano chegou com graves ameaças ambientais. Queimadas inconsequentes continuam a dizimar a vegetação e ameaçar os ecossistemas da região.
Queimada na vegetação rasteira.
  A degradação das áreas de mangue pelos rebanhos bubalinos é deprimente.
Rebanho bubalino na praia do Goiabal-Calçoene.
Mas a cada dia novos caminhos são abertos. Renovando nossa esperança em um futuro melhor. (?)
Trecho da BR 156 (Calçoene-Oiapoque) recém pavimentada.
Desfrutemos de nosso paraíso com prudência e harmonia.
Balneário da "Prainha" - Calçoene
Um Natal iluminado! Um Ano Novo repleto de realizações!
Barco Pesqueiro.
São nossos sinceros votos.
Hélida Pennafort e família.

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Parque Zoobotânico de Macapá.

O Parque Zoobotânico de Macapá abriga em seus 101 hectares três importantes ecossistemas amazônicos: floresta de terra firme, cerrado e ressaca. Sendo que grande parte deste mosaico está tomado pelo primeiro ecossistema, com destaque para as espécies vegetais da sapucaeira (Lecythis pisonis Cambess) e bacabeira (Oenocarpus bacaba Mar).
Área de transição entre os ecossistemas de
Cerrado e Ressaca.

Na parte leste, o contexto aberto dá a vez para um significativo cenário de transição de cerrado para ressaca, tendo destaque, neste último, a espécie do buritizeiro (Mauritia flexuosa). Neste local, foram observados vestígios de ações de animais que não pertencem aos ecossistemas em questão. No caso, um animal da espécie bovina e um porco doméstico de grande porte. Este animais pisoteiam e defecam no solo da ressaca interferindo na interação entre o meio biótico e abiótico próprios. Segundo o guarda do parque, esses animais pertencem à propriedades particulares próximas e vão para a reserva em busca de alimento.

Vegetação de Cerrado
O cerrado retorna a vez no extremo norte da área, no limite do parque com os arredores urbanizados. Nos pontos oeste e sul a floresta de terra firme volta a ocupar a maior parte do mosaico.

O fato da reserva estar fechada a visitação pública somado a pressão urbana por sua localização acarretam situações preocupantes. É o caso de uma lixeira à céu aberto que está se acumulando na área leste. Moradores e vendedores ambulantes dos arredores depositam lá todo tipo de lixo. Poucos metros após essa lixeira foi localizada uma pequena porção de área desmatada, provando que o parque está vulnerável à ação antrópica em um nível que põe a capacidade de resiliência, desnecessariamente, à prova.



Aspecto da vegetação de Floresta Tropical.
Percebe-se, por fim, que a importância do parque como área de preservação e opção de lazer não é devidamente reconhecida nem pelo poder público nem pela sociedade civil. O emprego de verbas para colocar em ação o projeto de adequação do parque às normas definidas pelo Ibama, ao lado de outro projeto que vise alertar as comunidades vizinhas à reserva sobre a importância do local urgem para que este consiga sobreviver à pressão antrópica verificada.


A exemplo de outros parques municipais, como o Ibirapuera e Parque da Luz (São Paulo), o Parque Zoobotânico de Macapá precisa fazer parte da rotina de lazer dos macapaenses. Mas para que isso se concretize é preciso haver maior participação da sociedade civil, da classe empresarial e do poder público, todos têm um importante papel a desempenhar para que o potencial de entretenimento da reserva aflore e preencha uma parte importante na vida de todos.

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Alambique Tumucumaque.

Cachaça e licor Tumucumaque.
Os amapaenses apreciadores de uma boa cachaça ou de um delicioso licor terão em breve uma triste perda. O único alambique do Amapá está prestes a adotar um novo estado para desenvolver suas atividades.
Há oito anos, o casal Brasil e Berenice combate todas as adversidades financeiras para exportar as bebidas do município do Amapari para grandes capitais brasileiras e países da União Europeia. Porém, após sofrerem com um ataque de vândalos que atearam fogo no canavial que abastecia a indústria, os ânimos para continuar o trabalho se extinguiram juntamente com a qualidade do solo queimado nesse atentado.
É, no mínimo, lamentável que uma indústria devidamente oficializada, situada no coração de uma região tão exuberante do Amapá não consiga mais continuar a desenvolver suas atividades.

Fabricação da Cachaça

Alambique agora desativado destilou durante oito anos a cachaça Tumucumaque.
A utilização do cobre na confecção dos alambiques vem de tempos antigos. O metal é um excelente condutor de calor, o que beneficia o processo de fermentação e destilação, reduz a contaminação bacteriana, além de absorver o enxofre produzido durante a fermentação.

A cana é moída e a garapa,  filtrada para retirada de impurezas. Só então começa o processo de fermentação natural com o fubá de milho, isento de aditivos químicos.
A fermentação pode durar de 24h a 36h. O vinho passa por uma nova filtragem e começa o processo de destilação no alambique. O líquido é aquecido e o vapor passa por um tubo que, condensado, sai em outro recipiente como cachaça.

Dona Berenice mostra o painel de fotos da família. Nele consta o casal de embaixadores da Alemanha que chegaram a visitar a propriedade anos atrás.

Fotografia do mês de agosto.

Papoulas.


segunda-feira, 30 de julho de 2012

Fotografia do mês de julho.

Curiaú Mirim.

Vila do Curicaca, um pedaço de paraíso.

FOTOS: FLÁVIA PENNAFORT
CASA NA VILA DO CURICACA
"O sal da solidão

devora a quimera
de plantar teu jardim."
( ÉDEN, José Edson dos Santos)
A Vila do Curicaca, no município de Itaubal do Piririm, orquestra uma perfeita harmonia entre as tranquilas e envolventes águas do Macacoari e a vegetação amazônica que envolve o local. Tudo instiga os sentidos para o belo.
GARÇA NO RIO MACACOARI
"A graça graciosa das garças

desnudam bailarinas absortas
na levitação matinal solar"
( TERCÓIS DA MANHÃ, José Edson dos Santos)

"Talvez você não saiba, Ana
ananás é uma bromélia
que dá uma flor
e um fruto bem bacana

Que na luta do dia-a-dia
todos os sacanas dos abacaxis
devem ser descascados
com cuidado, Ana"

( POEMA PARA ACORDAR ANA LUIZA, José Edson dos Santos)


O paladar tropical não pode faltar.

Theobroma cacao, o popular cacau. Contém proteínas, gorduras, cálcio, magnésio, ferro, zinco, caroteno, vitaminas E, B1, B2, B3, B6, B12 e C.


Toda elegância de Miss Garça na passarela.

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Igarapé do Lago homenageia Nossa Senhora da Piedade


Faz calor na manhã nublada em que os fiéis do Distrito do Igarapé do Lago conduzem a imagem de Nossa Senhora da Piedade para a Procissão da Meia Lua. É o décimo primeiro dia de programação das festividades em honra à Santa e esse rito consiste em percorrer uma trajetória de meia lua pelo igarapé que banha a vila.
( Fotos: Flávia Pennafort )
A Festa da Piedade é organizada pela União Folclórica do Igarapé do Lago e consiste de uma extensa estrutura de rituais: missas, novenas com o canto da folia, peregrinações pelas casa ribeirinhas, corte do mastro, esmola, repique se sinos, salva de fogos, procissão da Meia Lua e batuque.
A comissão organizadora vem à frente. O porta-bandeira traz o estandarte onde está pintada a imagem de Nossa Senhora com seu filho ao colo, em seguida a guardiã carrega a imagem da Santa entre o mantenedor e o fiel com a cruz branca, símbolo da fé cristã. Fiéis acompanham a comitiva entoando a folia ao ritmo de tambores e ganzás.
 O porta-bandeira tem que ter equilíbrio nas evoluções durante o trajeto e, dentre outros cuidados a serem tomados, não deixar o estandarte tocar na água.
Terminada a procissão, a missa do dia é encerrada pelo diácono e a comunidade faz uma pausa para o almoço e em seguida começa o batuque, ponto máximo da festa.
O Mastro permanece em frente a igreja durante o período festivo.
Sabe-se que a festividade na região do Igarapé do Lago remonta ao início do século passado e que Belmiro Macedo Medina foi quem, durante os primeiros ciquenta anos, organizou e liderou os festejos, chegando ele mesmo a confeccionar os tambores que até hoje são usados durante as cerimônias. Mas é Dona Zezinha, uma das “Escravas devotas de Nossa Senhora” quem expõe a mitologia que deu origem à Festa.

Dona Zezinha, 84, nascida e criada em Mazagão Velho é uma das dançarinas 
"Escravas de Nossa Senhora". São mulheres de todas as faixas étárias que dançam o batuque.

Muito tempo atrás no continente Africano, um casal de negros teve uma linda filha: branca, loura e de olhos claros, que chamou a atenção de todos, tanto por sua formosura quanto pelo fato de que naquele tempo o continente só era habitado por negros. O fato chegou ao conhecimento do rei que, movido pela curiosidade, foi visitar o casal. Ao ver a criança ele e a rainha se ofereceram para serem os padrinhos de Sereia, como foi chamada a pequena.


Sereia cresceu à sombra do amor e a dedicação de seus pais e irmãos e com o amparo e proteção real. E assim foi até a sua adolescência quando, prestes a completar quinze anos, ela declarou querer de presente um barco, pois seu sonho era conhecer o Atlântico. Seu padrinho, o rei, atendeu ao pedido da afilhada e no dia do seu aniversário levou a todos para passear* no barco que tinha como tripulação os irmãos de Sereia.

O passeio seguia como um sonho quando uma forte tempestade abateu o oceano e fortes ondas entornaram a embarcação, lançando todos no mar agitado. Mesmo lutando por suas vidas, todos viram quando um grande animal emergiu e puxou Sereia para o fundo. Ao chegar em terra firme, olhavam desesperados para o mar na esperança de que a moça aparecesse. Chegou o fim do dia e do oceano só o barulho das ondas se faziam ouvir.

Ao chegarem em casa relataram o ocorrido a todos que conheciam:

“Fomos passear com a Sereia,
bicho do fundo levou.
Nos corre sangue nas veias,
no coração deixa a dor”.**

Dia após dia, seus irmãos voltavam ao local de seu desaparecimento na esperança de que Sereia aparecesse. Sua mãe implorava a Nossa Senhora para que tivesse piedade de seu sofrimento e que a fizesse ver sua filha novamente. Até que passado um mês, ao chegarem ao local, viram sua irmã em cima de um morro de areia, com seus membros inferiores semelhantes a um peixe de escamas prateadas. Inflamados de emoção, os irmãos tentaram se aproximar de Sereia, mas esta pediu para não ser abraçada, pois agora eles não pertenciam mais ao mesmo meio. Pediu, porém que, em um mês, trouxessem sua mãe para vê-la.

Assim foi feito, e em um mês, retornaram ao seu boiador em companhia de sua mãe, que ao ver a amada filha, caiu em prantos e agradeceu a Nossa Senhora que teve piedade de seu sofrimento e concedeu a graça de fazê-la ver sua filha uma vez mais.

Sereia declarou que fora encantada e agora sua sina seria viver no fundo dos rios e mares como Iemanjá. E em agradecimento à Nossa Senhora, sua família deveria fazer uma estátua da Santa com o filho Jesus ao colo. Além disso uma festa deveria ser preparada. E assim foi, Iemanjá orientou todos os aspectos da festa: o canto da folia, como deveriam ser feitos os instrumentos, as procissões, a bebida gengibirra, o batuque e tudo mais.

E, assim, começou a tradição que chegou até hoje repleta de fé e tradição. Com fervor religioso e seu ritmo contagiante o Batuque da Piedade é um elo que une nações e gerações.


*Procissão da meia lua
**Relato que acabou se tornando a principal jaculatória da folia e do batuque.


O batuque é a herança dos antepassados escravos, a parte profana da festa e o ponto máximo da manifestação cultural. Batedores seguem a tradição de sentar em cima dos tambores. Estes foram confeccionados por Belmiro Macedo Medina mais de cem anos atrás.

A Festa da Piedade está incluída no Caléndário Turístico Oficial da EMBRATUR.

Fotografia do mês de junho.

Aspectos de uma propriedade na Vila do Curiaú.